DICAS de português do Brasil

Arquivo do mês: setembro 2012

Alguém, comentando a morte de uma pessoa, falou:

– Foi uma grande PERCA! (Isso e horrível. Os ouvidos sofrem.)

Nunca digam isso!!!!!

O correto é: foi uma grande PERDA!

Tenha cuidado com essa palavra. Vejam outra frase:

– Colega senador, não PERDA a cabeça, afinal, perder o orçamento não é uma grande PERCA;

Rápido, corrijam essa frase estúpida!

– Colega senador, não PERCA a cabeça, afinal, perder o orçamento não é uma grande PERDA;(CORRETO)

– Meninos, não percam seus briquedos! (CORRETO)

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Concordância Nominal

 

Substantivo + Ordinal + Ordinal + …
Quando dois ou mais ordinais vêm depois de um substantivo, determinando-o, este vai para o plural.

Exemplo:
As cláusulas terceira, quarta e quinta.


“Uma das coisas mais desagradáveis nas interações humanas é o diálogo com o ignorante que não tem ciência da sua própria ignorância, pois ele tem prontas, de forma inexorável, todas as respostas erradas”

VANRAZ


Esses elementos serão pronomes demonstrativos quando estiverem substituindo outros pronomes demonstrativos, como aquele, aquela e aquilo. Por exemplo:

“Não entendi o que você disse.”

Perceba que a palavra “o” pode ser substituída por “aquilo”.

“Os pássaros daqui não são como os de lá.”

A palavra “os” pode ser substituída por “aqueles”.

“Fui desleal com você porque você já o foi comigo.”

A palavra “o” pode ser substituída por “isso”.



Aquele, aquela, aquilo quando da
 Enumeração de dois elementos:

Quando houver a enumeração de dois elementos e, à frente, quiser retomá-los, deve-se substituir o primeiro por aquele, aquela, aquilo e o último por este, esta, isto. Por exemplo:

“Ao me encontrar com o vereador perguntei pelo senador, apesar de saber que este jamais conversa com aquele.”
(este = senador; aquele = vereador)

“Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade são dois dos maiores nomes da literatura brasileira. Este é conhecido por suas poesias; aquele, por seus brilhantes romances.”
(este = Carlos Drummond de Andrade; aquele = Machado de Assis)


Língua Portuguesa: Crase

OCORRE CRASE

No “a” dos pronomes demonstrativos aquele (s), aquelas(s), aquilo:

Fui a aquele comício. = Fui àquele comício.

Demos a aquilo pouca importância = Demos àquilo pouca importância.

No “a” do pronome relativo “a qual” e flexão “as quais”:

A cidade a a qual nos referimos fica longe = A cidade à qual nos referimos fica longe.

O pronome demonstrativo “a” ou “as”  = aquela, aquelas:

 

Esta caneta é semelhante a a que você me deu = Esta caneta é semelhante à que você me deu.

Estas ruas são iguais a as de Sorocaba = Estas ruas são iguais às de Sorocaba.

 

Para saber se há o encontro de “a” (preposição) com “a” (artigo), no sentido de se dirigir a algum lugar, utilize a dica rimada:

Quando vou a e volto da, crase há.

Quando vou a e volto de, crase para quê?

 

Volto da Bahia. Vou à Bahia. (A Bahia, com artigo)

Volto de Uberlândia. Vou a Uberlândia. (Uberlândia, sem artigo)

Para saber se há o encontro de “a” (preposição) com “a” (artigo) na regência, troque a palavra feminina regida por uma masculina.

Forno a lenha. Forno a gás. (não há crase, pois há apenas preposição)

Baile a fantasia. Baile a rigor. (apenas preposição)

Os marinheiros voltaram a terra. (não há crase)

Os marinheiros voltaram a bordo.

Os marcianos voltaram à Terra. (há crase)

Aquiles voltou à terra de seus pais (terra está determinada). 

Pagamento a vista. (não há crase)

Pagamento a prazo.

Atenção: Mas alguns gramáticos têm aceitado à vista, e chamam a isso de acento grave diferencial, para evitar ambiguidades, como por exemplo: Vendo a vista. [no sentido de vender os olhos.] Assim como: Matou à bala; Escrever à máquina; Fechar à chave, etc. Todos com acento indicativo de crase no sentido de circunstância, meio, forma ou instrumento. Considerados locuções adverbiais femininas.