Língua Portuguesa: Crase

OCORRE CRASE

No “a” dos pronomes demonstrativos aquele (s), aquelas(s), aquilo:

Fui a aquele comício. = Fui àquele comício.

Demos a aquilo pouca importância = Demos àquilo pouca importância.

No “a” do pronome relativo “a qual” e flexão “as quais”:

A cidade a a qual nos referimos fica longe = A cidade à qual nos referimos fica longe.

O pronome demonstrativo “a” ou “as”  = aquela, aquelas:

 

Esta caneta é semelhante a a que você me deu = Esta caneta é semelhante à que você me deu.

Estas ruas são iguais a as de Sorocaba = Estas ruas são iguais às de Sorocaba.

 

Para saber se há o encontro de “a” (preposição) com “a” (artigo), no sentido de se dirigir a algum lugar, utilize a dica rimada:

Quando vou a e volto da, crase há.

Quando vou a e volto de, crase para quê?

 

Volto da Bahia. Vou à Bahia. (A Bahia, com artigo)

Volto de Uberlândia. Vou a Uberlândia. (Uberlândia, sem artigo)

Para saber se há o encontro de “a” (preposição) com “a” (artigo) na regência, troque a palavra feminina regida por uma masculina.

Forno a lenha. Forno a gás. (não há crase, pois há apenas preposição)

Baile a fantasia. Baile a rigor. (apenas preposição)

Os marinheiros voltaram a terra. (não há crase)

Os marinheiros voltaram a bordo.

Os marcianos voltaram à Terra. (há crase)

Aquiles voltou à terra de seus pais (terra está determinada). 

Pagamento a vista. (não há crase)

Pagamento a prazo.

Atenção: Mas alguns gramáticos têm aceitado à vista, e chamam a isso de acento grave diferencial, para evitar ambiguidades, como por exemplo: Vendo a vista. [no sentido de vender os olhos.] Assim como: Matou à bala; Escrever à máquina; Fechar à chave, etc. Todos com acento indicativo de crase no sentido de circunstância, meio, forma ou instrumento. Considerados locuções adverbiais femininas.