A VÍRGULA SERVE TAMBÉM PARA:

Marcar o vocativo: a vírgula é obrigatória onde quer que esteja o vocativo, no início, meio ou fim da oração).

Deputado, faça o correto!

A certeza, caro deputado, é que o recurso desapareceu.

O que você está fazendo, deputado?

A VÍRGULA SERVE TAMBÉM PARA: separar orações subordinadas adverbiais

Para separar orações subordinadas adverbiais quando iniciam o período composto:

 Quando o deputado chegou, ela partiu.

Para construir a casa, o deputado não precisou endividar-se.

 Para separar orações subordinadas adjetivas explicativas:

O deputado, que é meu amigo, vai participar da festa no xadrez.

O mandato, que é breve, deve ser aproveitado.

(perceba que se tirarmos estas orações explicativas de seus lugares não se perderá o sentido da oração principal)

 

As adjetivas restritivas não podem ser separadas por vírgula:

 

O prefeito que esteve aqui hoje não é meu pai, apesar de ser casado com minha mãe antes do meu nascimento.

 O sino que a igreja possui faz um barulho ensurdecedor.

(Nem todo sino faz um barulho “ensurdecedor”. Aqui a coisa foi bem sutil, mas tinha esta intenção para se observar que às vezes se parecem as explicativas com as restritivas)

Para separar orações coordenadas:

O senador não foi convidado, mas foi à festa de formatura. (adversativa)

Volte ainda hoje, pois seus pais chegaram. (explicativa)

Ou você vai comigo hoje, ou nunca mais vai. (alternativas)

Para separar as orações coordenadas ligadas pela conjunção “e” quando os sujeitos das orações forem diferentes:

Ele cantou divinamente, e todos aplaudiram. (aqui cai o mito que não se leva vírgula antes da conjunção “e”)

Para separar orações intercaladas apositivas indicativas

Esta rua, disse-nos o guarda, foi interditada.

Aquela aula, comentou o aluno, estava cansativa.

Hoje, afirmei com franqueza, fiz o que pude.

Adaptadao de Sergio.labruna