DICAS de português do Brasil

Arquivo do mês: janeiro 2012

Tenho menos de 45 anos. Destes, pelo menos 20 anos foram de moderada a intensa observância da vida política deste país. Em toda essa minha caminhada política, ou melhor, em toda essa minha caminhada cidadã pela imundície política deste país, nunca tinha ouvido falar que algum político privilegiou seu Estado no envio de verbas. Fiquei estático com toda celeuma. Esse assunto virou manchete em todos os meios de comunicações deste país. A oposição, opaca, queria a cabeça do Ministro da Integração, Fernando Bezerra Coelho. Esse ministro é nordestino, isso me deixa encafifado. O nordeste, vocês sabem, é aquela Região abandonada pelo Brasil desde que a capitania de Pernambuco deixou de ser interessante para os paulistas. Isso faz tanto tempo! É muita história!!!!!!! Quantos Estados vocês acham que estão abandonados pelo Brasil? Alguém se lembra do Amapá? E Piauí? Maranhão é um Estado que é nosso, eu nem me lembrava dele. Há quanto tempo Brasília o esqueceu? É amigos, mais da metade do Brasil foi esquecida durante séculos! Isso é muito perigoso para a integridade do nosso maravilhoso país. Vocês sabem, de vez em quando aparece um louco querendo dividi-lo.

Eu fico pensando, cá com meus botões, será que se o Estado privilegiado fosse São Paulo ou Rio isso teria notoriedade? Não sei. Isso “nunca” aconteceu nesta digníssima pátria desvirginada neste MOMENTO “ESTÓRICO”, OU HISTÉRICO. Pernambuco foi o primeiro Estado do Brasil que teve um ministro que o privilegiasse com a imensa fortuna de menos de 100 milhões de reais. Faz-me rir! Hah… Hah… Hah… mais um pouco… Hah… Hah… Hah…. Isto é hilário!!! Pernambuco, que é o Estado do ministro Fernando Bezerra, recebeu R$ 98 milhões. Eu me lembro que a Obra do TRT de São Paulo, do caso do juiz Lalau, teve desvio de mais de R$ 150 milhões dos impostos que pagamos. Por falar nisso, cadê o nosso dinheiro? Vamos pressionar o juiz Lalau para ele devolver. Esse dinheiro ainda está lá em São Paulo! Estamos falando de roubo!!! O caso do TRT de São Paulo é crime!!! Pelo que me consta, não se trata, o escândalo atual, de desvio, nem safadeza, mas de barragem para prevenir enchentes. Barragens estas que servirão, acredito, não de depósitos de esgoto como o Tietê, mas de reservas de águas para períodos de estiagem. Gente, tá faltando assunto no noticiário!!! Algo precisa acontecer urgente! A Globo precisa vender seu Jornal, as revistas precisam vender. Vou dar uma sugestão para os veículos de comunicações: Privataria Tucana. É um ótimo livro! Eu recomendo. É a história do Brasil produzidaem São Paulo.É um belo romance de Amaury Ribeiro Jr. Aliás esse nome do autor soa bem, parece nome de roteirista de novela. Já estou até imaginando: assistam logo mais a novela “Privataria Tucana” uma obra de Amaury Ribeiro Jr.

 

Meus amigos, vou lhes contar uma verdade. As palavras são duras, mas vou contar. Escutem bem, digo, leiam bem: a DESGRAÇA, a MALDIÇÃO que foi o pensamento CATÓLICO-CRISTÃO pregando a subserviência do nordestino perante os velhos coronéis há muito virou fumaça, formou uma nuvem negra e agora está se dissipando. Devagar, mas está se dissipando. O Nordestino está aprendendo que deus nem faz nem nunca fez chover e que a seca não é castigo, mas um fenômeno natural. Quem faz a água chegar até as torneiras é o dinheiro, que sempre foi abundante no Sul e Sudeste e escasso, quase inexistente, no Norte e Nordeste! Quem coloca comida na mesa é “grana”. Deus nunca deu, nem nunca dará nada a ninguém! Ao contrário, esse deus que andam pregando por aí é um coitado, necessitado, fracassado e louco por dinheiro!! Aliás, ele sempre gostou de terras. Que coisa estranha, deus, que é dono do mundo, recebeu através da igreja católica, como herança de pessoas que queriam ir para o céu, imensas vastidões de terras não só no Brasill, mas em boa parte do mundo! Vai entender essas coisas do divino!!!

 Esse ministro pernambucano está pagando caro pela ousadia de tirar o carimbo “SUL/SUDESTE” do nosso dinheiro! O envio desse dinheiro para alguns desafortunados pernambucanos de Palmares, interior do Estado, vítimas de enchentes é uma verdadeira afronta aos senhores feudais paulistas.

Bom, outra coisa horrível que pode acontecer depois do envio dessa “fortuna imensurável” é que resolverá todos os problemas do Nordeste. Devo rir novamente.

Com isso a audiência das tv’s do sul/sudeste vai diminuir. Vocês lembram como era antigamente? Vou refrescar suas memórias: as chamadas das tv’s eram: “SECA NO NORDESTE” “FLAGELADOS DA SECA”, entre outras. Aí, sabe o que acontecia? Os empresários do sul/sudeste, donos das grandes redes de supermercados incentivavam as campanhas de doação de alimentos para o Nordeste. “doe um quilo de alimento não perecível para os flagelados da seca do Nordeste. Ajude a matar a fome daqueles miseráveis e garanta as férias dos meus filhos na Europa”. Ah, como isso era emocionante!!! Na TV, era o bobo repórter: “ainda nesta noite vocês verão como vivem as famílias nordestinas vítimas da seca, não percam, é já, já, depois da mauvela”. Eu era garoto, mas lembro de uma reportagem que dizia mais ou menos assim: vejam a criatividade de uma criança flagelada da seca. Ela brinca com ossinhos de animais mortos pela fome… Ah! Estou farto disso!

Ministro, se o senhor continuar fazendo o que Lula começou, tenha a certeza de que o sul/sudeste vão continuar ricos, porém menos ricos do que poderiam ser. Vão continuar arrogantes, preconceituosos, porém menos do que poderiam ser. Os Nordestinos ainda vão continuar na merda, ou mêrrrrda, por mais alguns anos, porém BEM MENOS NA MÊRRRRRDA DO QUE PODERIAM ESTAR.

VANRAZ

https://vanraz.wordpress.com

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Houve um tempo em que dizíamos: yes, nós temos bananas!

Depois veio o tempo negro em nossas vidas e passamos a dizer em segredo, mas precisamente nas alcovas: yes, nós temos uns bananas (verdes).

Depois do governo do iluminado presidente Lula, passamos a dizer: yes, nós temos dólares!!!

Quem um dia imaginou que o governo americano abriria as portas do país para nós?

E agora, onde estão os espanhóis que nos expulsavam, ainda nos seus aeroportos com o consentimento de nossos irmâos portugueses? Oh, raça de provincianos ignorantes!

Caros amigos, é bom termos bastante cuidado com o pobre velho Tio San. Quanto ao “VELHO MUNDO”, perdoem, pois, eles não sabiam o erro que cometiam. São uns tontos, mal-educados, intolerantes! Eles, certamente, não merecem nossos dólares!

Como sugestão parar férias eu aconselho vocês a comprarem um mapa do Brasil e escolherem algum lugar. Não tenho dúvidas, nós temos o mundo bem aqui dentro do nosso Brasil. Vamos nos conhecer?

VANRAZ


Em passagem pelo interior de Pernambuco me deparei com um amigo que falou a seguinte expressão:

– O Bolsa-Família cria um bando de vagabundos!

Perguntei atônito:

– Quais premissas foram utilizadas pra se chegar a uma conclusão tão drástica? Por favor, explique-me esse silogismo devastador.

– O efeito desse Bolsa-Esmola está por toda parte. Vou citar um que me deixou enfurecido: meu tio corre o risco de perder sua safra de feijão (pensei: no município de Senzalolândia) porque os trabalhadores (ele quis dizer escravos) da Região não querem trabalhar por que ganham essa bolsa aí.

– Você quer dizer que os trabalhadores preferem o Bolsa-Família a colher feijão?

– Isso mesmo.

– Mas, o Bolsa-Família é tão pouquinho! O candidato derrotado Serra, até disse que iria aumentar e ainda criar o décimo terceiro da Bolsa!

– Pois é, ninguém quer colher o feijão.

Numa fração de milésimos de segundo eu lancei aqueles dados nos gigabytes pensantes do meu cérebro e teclei enter. Meu computador orgânico travou com uma mensagem: esse silogismo é absurdo ou estão faltando dados para uma melhor conclusão. Caso os dados estejam completos as premissas e a conclusão não passam de retórica enganosa no mais torpe estilo sofista.

Foi aí que tive a idéia de fazer a última pergunta que resolveria todo o esquema argumentativo:

– Quanto pagam por um dia de colheita de feijão?

Uma pessoa que ouvia a conversa interveio dizendo:

– Pagam 4(quatro) reais a diária.

Lancei imediatamente essa última informação nas correntes de dados dos meus pensamentos e numa velocidade de milhões de terabytes passei da tristeza e indignação para a alegria e entusiasmo e falei:

– Digam ao meu ilustríssimo presidente Lula que o Bolsa-Família também traz dignidade e é capaz de suavizar um pouco os elos das correntes que escravizam os pobres deste país.

VANRAZ


CORRUPÇÃO

Essa palavra é odiosa. Causa repugnância e transforma seus atores em inimigos públicos. É crime baixo, traiçoeiro. Pega a sociedade sem defesa.

 Servidor é alguém que detém a confiança do Estado e por isso tem acesso facilitado por lei aos seus bens preciosos como é o caso do dinheiro público e das informações, por exemplo.

 Quando um servidor se desvia do seu dever o prejuízo para sociedade é altíssimo. Portanto, tal desvio deve ser punido rigorosamente. Mas é preciso que se punam os dois lados, o corrupto e o corruptor.

 Sabemos que servidores, até mesmo os mais graduados, como o próprio presidente da república, têm perdido seus cargos. Agora, o que não temos conhecimento é de empresários e suas empresas punidas na mesma proporção.

 Se de um lado o Processo Administrativo é rápido (e é assim que tem que ser) para exonerar ou demitir servidores, do outro lado os corruptores (figuras odiosas tanto quanto servidor corrupto) têm mais dinheiro para contratar advogados e mais tempo nos processos judiciais, com seus infindáveis recursos, para protelar. No final vem a famigerada prescrição, ou seja, pizza para os maus empresários.

 Bom, caros colegas, deixemos de lado essas questões burocráticas. O mais importante aqui é deixar claro que A CORRUPÇÃO DO AGENTE PÚBLICO É ALGO INACEITÁVEL, EXECRÁVEL, INTOLERÁVEL. Servidor corrupto deve ser BANIDO do serviço público, é claro, depois de ter seus bens CONFISCADOS.

 Pela experiência no Serviço Público, conquistada em mais de quinze anos, acredito que posso dar alguns conselhos aos novos e velhos servidores.

 Elenquei aqui algumas dicas que podem ser útil para evitar que o servidor caia na lábia dos corruptores. Deixo assente que é dever do servidor conhecer e seguir à risca a Lei 8.112/92 e o Código de Ética do Servidor Decreto 1.171 de 22 de junho de 1994. O que está enumerado logo abaixo são apenas conselhos para as pessoas de “bem”, de bom caráter.

 1 – Servidor público não fica rico. Se quiser enriquecer honestamente, esqueça o serviço público. Se quiser enriquecer desonestamente esqueça o serviço público. Não há, sequer, um servidor corrupto que os demais não saibam disso. Não há crime no serviço público que não possa ser descoberto. O Lalau, mais cedo ou mais tarde será descoberto.

 2 – Nunca pense que os crimes contra o patrimônio público cometidos por servidor ficam impunes, acabam em pizza;

 3 – Ao entrar no Serviço Público mantenha reserva sobre suas funções. Não passe para os amigos a imagem do todo-poderoso que você não é, nem nunca será. Lembre-se que quem detém o Poder é o povo. Só para refrescar a memória, não esqueça que Kadafi se considerava o todo-poderoso da Líbia;

4 – Se o cargo que você exerce tem certa importância no Órgão, seja discreto, principalmente com seus amigos, eles não precisam saber disso. Quem mais causa problemas aos servidores são aqueles amigos que não param de pedir favores (isso é crime);

 5 – Quando alguém do ciclo de amizade lhe perguntar sobre determinado assunto, se você trabalha com isso, negue. Se ele insistir, diga que vai ver quem trabalha com isso. Mude de assunto porque ele certamente lhe pedirá para quebrar um galho. É melhor perder um amigo desses que querem levar vantagem em tudo do que perder o respeito público. É claro que se ele esperou a vez em uma fila, ele não é seu amigo ali, ele é um usuário dos seus serviços;

 6 – Não use seu cargo para fazer favor a ninguém. Respeite a ordem de chegada. O povo não é bobo, se desconfiar que você atendeu alguém, tomando a vez de outra pessoa, vai ter confusão;

 7 – Considere os bens públicos sob sua guarda e uso como algo sagrado do povo. Lembre das pessoas que suam o dia inteiro trabalhando para pagar seus impostos. É com esse dinheiro que se pagam as despesas públicas, inclusive seu cafezinho;

 8 – Não faça da Repartição Pública a extensão do seu lar. Em sua casa você faz o que quer, compra o que quer, decora como quer. No Serviço Público você só faz o que a Lei manda; só compra aquilo que legalmente e moralmente é possível e não lhe é permitido fazer decorações extravagantes, destoantes da simplicidade, funcionalidade, da seriedade e do respeito ao dinheiro do povo;

 9 – A sala que você trabalha tem a decoração e os móveis próprios para um ambiente de trabalho coletivo e funcional;

 9 – A extravagância, o luxo não combinam com a dignidade da função pública;

 10 – Jamais, jamais, serei enfático, nunca, mas nunca mesmo sente-se em cima de uma mesa de trabalho ou permita que alguém o faça. Nunca estire seus pés sobre uma cadeira. Nada desmoraliza, desrespeita mais o bem público do que isso;

 11 – Trate todos os usuários com urbanidade, respeito, dedicação. Ninguém tem nada a ver com seus problemas, nem com o salário miserável que você ganha. Quer melhorar, estude mais, faça melhores concursos. Quando estiver ganhando igual a um ministro do STF e não tiver satisfeito, junte suas coisas e tente outro ramo de atividade honesta;

 12 – Nunca esqueça que qualquer um que entra na sua repartição e lhe solicita um serviço que está dentro das atribuições do seu cargo, é seu patrão;

 13 – Seja humilde, por mais alto que seja seu cargo. Espelhe-se na humildade e simplicidade daquele que foi o maior presidente que esse país já teve, Lula;

 14 – Tenha maior cuidado e dedicação com aqueles usuários mais humildes, mais tímidos. Há pessoas que se sentem intimidadas em ambientes requintados ou cheios de autoridades públicas. Mostre a eles que você está ali para atendê-los com dedicação e respeito. Se for preciso, diga-lhes que o que você faz não é nem mais nem menos do que sua obrigação.

 15 – Se quiserem agradecer com presentes diga-lhes que isso não é necessário e que isso pode até causar problemas para você. Evite que lhe presenteiem antes que isso de fato aconteça. Eu já vi exemplo de servidor que se deparou com alguém que lhe trouxe de presente um enorme peru. O que você faz numa situação dessas? Olha, eu aconselho você receber para não constranger a pessoa que lhe deu e depois informar a seu chefe para que ele decida o que fazer. Você pode até achar que eu estou exagerando, mas acredite que quem te ver recebendo o presente vai pensar mal. Colega, pense bem, você não precisa de um peru. Isso não vai te fazer ficar mais rico. Doa para um orfanato!!

 16 – Repartição Pública não é esconderijo de servidor. Se tiver paredes na sala que você trabalha, elas têm que ter vidros, janelas.  O usuário tem o direito de saber que você está presente no local de trabalho e ver o se você não gasta muito tempo tomando café enquanto ele espera de pé no balcão;

 DINHEIRO PÚBLICO

 17 – Nunca misture interesse público com interesse privado. Servidor defende interesse público. Só. Somente isso.

 18 – O Setor público visa (deve visar) ao atendimento das necessidades públicas, ao bem comum; o Setor privado visa o lucro;

 19 – Nunca aceite que nenhum particular (empresário ou vendedor) coloque a mão no seu ombro e diga: “nós somos parceiros”. Servidor público não é parceiro de ninguém. Se ele vai barganhar, é melhor usar a palavra negociar, como é o caso dos pregoeiros, ele o faz porque a Lei o permite e sempre o faz para conseguir melhores preços. Negociar para ao final aumentar o preço, nem pensar. De jeito algum!

 20 – Se o particular tiver de escolher entre conservar o seu emprego de servidor e sua dignidade pública (o que garante o sustento de sua família) e o lucro que ele terá se conseguir um contrato no serviço público, acredite, você vai perder seu emprego;

 21 – Nunca aceite convite de empresário para nada. Isso mesmo, nada! Nem para ser padrinho do filho dele que está à beira da morte. Nada! Empresário não pensa em outra coisa senão em negócio;

 22 – Trate o empresário com respeito e urbanidade. Ele não é nem seu amigo nem seu inimigo. Apenas vocês dois tem interesses opostos. Lembre-se, ele quer lucro e você quer o interesse público. Nunca vá além de um aperto de mão;

 23 – Nunca lhe peça favor de espécie alguma. Às vezes me pergunto: por que entre tantas aeronaves públicas existentes no país o agente público prefere exatamente a aeronave do particular?

 24 – Nunca ofereça nem aceite carona de empresário, principalmente se ele é fornecedor de seu Órgão;

 25 – Prefira trabalhar em salas coletivas. Não é porque você é chefe que tem que trabalhar longe dos seus colegas. Isso dificulta certos pedidos de favores de pessoas mal intencionadas;

 26 – Não receba ninguém a portas fechadas. Afinal, sigiloso só é admitido certos assuntos previsto em lei;

 27 – Você precisa entender que aquilo que você está tratando com um particular pode e deve ser escutado pelo seu colega, exceto se o sigilo for exigido por lei; Eu, particularmente, não conheço nenhum assunto que um servidor possa tratar com um empresário em sigilo;

 28 – Não custa dar ênfase a esse assunto: não aceite presente, mas se você não quiser ser deselegante, na frente de seus colegas, abra imediatamente o presente e, ainda na frente dos colegas e da pessoa que lhe entregou, firme o compromisso de doar o presente a uma instituição beneficente;

 29 – Mesmo em eventos sociais, ao se deparar com fornecedor de seu Órgão seja breve no cumprimento. Alguém pode estar pensando: esse tal de VANRAZ é paranóico. Colega, isso é só um conselho de amigo. Você age como quiser.

 30 – Cumpra a lei. Se tiver que punir ou pedir punição para algum fornecedor inadimplente, faça-o dentro da lei. Nem mais nem menos;

 31 – Não se deixe levar por blá, blá, blá de vendedor. Se tiver dúvidas sobre determinado assunto consulte vários vendedores, pelo menos três. Quando tiver que decidir, use a lei, o bom senso, siga a direção do respeito aos interesses públicos;

 32 – Não se deixe levar por nomenclaturas. Essa discussão sobre ato vinculado ou discricionário é coisa de doutrinador. Para o servidor público todo ato é vinculado. Se não há lei que vincule determinado ato, nem por isso o servidor está livre para efetuá-lo, pois, a supremacia do Interesse Público o vincula;

 33 – seja intolerante às cantadas, ou seja, aos pedidos disfarçados de favores. Sempre solicite, exija clareza nas conversas e, caso alguém tenha o descaramento de lhe oferecer propina, DENUNCIE;

 34 – Um servidor é um soldado defendendo o interesse público. Não se deixe intimidar e exija respeito sempre;

 35 – Nunca, nunca, nunca, nunca, em hipótese alguma peça patrocínio de entidade privada para festas de confraternização;

 36 – Se você estiver em uma festa de aniversário ou confraternização de colegas servidores e você souber que a mesma foi patrocinada por particular, retire-se;

 37 – Se você puder e quiser sugerir mais conselhos aos nossos colegas, envie-os.

 38 – Bom trabalho!!

 Vanraz


“Tão certa quanto são as flatulências humanas é a morte” *Menos Luíza que está no Canadá*

VANRAZ


DEU NO CONVERSA AFIADA!!!!

Diretor da Rio-2016 é suspeito de fraude

Delegado, também membro do comitê de 2007, é acusado de superfaturar equipamentos da competição

MARCO ANTÔNIO MARTINS

DO RIO

O atual diretor de segurança do comitê organizador da Rio-2016, o delegado Luiz Fernando Corrêa, ex-diretor-geral da Polícia Federal, foi convocado a dar explicações à Justiça Federal em Brasília.


Corrêa, o delegado Odécio Rodrigues Carneiro e mais três empresas respondem a uma ação de improbidade administrativa que apura a contratação, sem licitação, do consórcio Integração Pan.


Carneiro, que na quarta-feira pediu demissão do cargo de diretor de logística da Secretaria de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça, foi coordenador-geral de tecnologia e informação da PF durante os Jogos Pan-Americanos realizados no Rio, em 2007.


Formado por 11 empresas, o consórcio foi criado para fornecer equipamentos de tecnologia à área de segurança do evento carioca.


O Ministério da Justiça pagou ao consórcio R$ 170 milhões pelos equipamentos.


Deste total, peritos do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal conseguiram rastrear compras no valor de R$ 40 milhões.


Descobriram que foram adquiridos equipamentos por 78% acima do valor estabelecido pelo mercado.


Ou seja, esses produtos poderiam ter sido comprados por R$ 22 milhões.


Os peritos da PF não conseguiram analisar os R$ 130 milhões restantes, já que muitos dos equipamentos utilizados em tecnologia de informação do Pan foram importados, e os preços variaram muito em quatro anos.


De acordo com a lei, mesmo quando há dispensa de licitação, o órgão do governo precisa realizar uma pesquisa para saber se o preço pago não é abusivo.


A defesa dos suspeitos tem 15 dias para prestar esclarecimentos ao juiz Antonio Cláudio Macedo Silva, da 8ª Vara Federal de Brasília.


O Ministério Público Federal pediu a indisponibilidade dos bens dos suspeitos e o ressarcimento à União.


A decisão da Justiça acontece depois de ser apresentada a defesa. “Não foi feita nenhuma análise de preços para saber se eram compatíveis com o material que estava sendo adquirido. Isso afasta a boa-fé”, afirma o procurador Paulo Galvão.


Um parecer da consultoria jurídica do próprio Ministério da Justiça foi contrário à compra dos equipamentos da forma como foi feita.


Parte da ação judicial, que começou em 2007, está em sigilo decretado a pedido do próprio Ministério da Justiça.


A alegação é que, como envolve a compra de equipamentos de informática usados até para a interceptação telefônica, poderia ameaçar a segurança nacional.


Os documentos do Ministério da Justiça anexados ao processo trazem o carimbo de confidencial.


Por isso, não podem ser revelados os nomes das empresas e quais equipamentos foram adquiridos.


O que é público é que o consórcio Integração Pan foi liderado pela Motorola.


Entre as outras participantes do consórcio está a ISDS (International Security & Defense Systems), empresa israelense que tem em seu portfólio equipamentos para o combate ao terrorismo.

Agora, o post foi acrescido desta singela Navalha, uma homenagem ao trabalho do “Privataria – II”, próximo livro do Amaury, que, de certo, tratará da Satiagraha (e a tentativa de sepultá-la):

Corrêa é aquele que até hoje não achou o áudio do grampo da “conversa” entre Gilmar Dantas (**) e o senador Demóstenes Torres.

Foi esse áudio providencial que ajudou a derrubar o ínclito delegado Paulo Lacerda da ABIN.

Clique aqui para ler “Peluso foi quem chamou Lula às falas”.

O trabalho de Corrêa foi referendado pelo Ministro cerrista Nelson Johnbim, que produziu uma babá eletrônica para assustar o Presidente Lula.

(Esse foi um dos (poucos) momentos sombrios do Governo do Nunca Dantes: dar a cabeça do Paulo Lacerda, diante de uma fraude vulgar.)

Corrêa é aquele que perseguiu implacavalmente o delegado Protógenes Queiroz.

Agora, acharam o Corrêa.

Corrêa é aquele que, dias antes do desfecho da Operação Satiagraha, dirigia a Polícia Federal que tentou impedir o corajoso Juiz Fausto De Sanctis de mandar prender o Daniel Dantas.

Corrêa é aquele que dirigia a Polícia Federal, que, horas antes do desfecho da Satiagraha, tentou impedir, aos gritos e palavrões, o ínclito delegado Protógenes Queiroz de prender o Daniel Dantas.

Corrêa é aquele que, desde a saída de Paulo Lacerda, desmobilizou os quadros da Polícia Federal para impedir que Protógenes Queiroz pudesse investigar Daniel Dantas.

Corrêa gosta de ilhas no litoral baiano.

Gosta de ir ao Marrocos.

Agora, meteu-se com a Copa do Mr. Teixeira.

O Ministro Zé – aquele que os amigos de Dantas chamam de “Zé” – Zé Cardozo bem que poderia abrir o sigilo fiscal e bancário de Corrêa antes e depois da Satiagraha.

A Casa Grande começa a pegar fogo, Zé.

 

Paulo Henrique Amorim

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/01/13/acharam-o-correa-o-que-nao-acha-o-audio/