Não me sinto preso à Terra como carne a osso

Mas às vezes sinto uma saudade tão terrível das coisas deste mundo…

As palavras do meu pai…

… hoje elas soam como clarins… Às vezes me pego lembrando dele e…

Com ele aprendi a ser racional, lógico, mas sem ser esnobe, arrogante. Não questiona sobre a possibilidade de haver lógica nas coisas deste plano.

Sou polícia de mim mesmo e …. É duro cobrar a perfeição sem se constranger e sem perder o humor. E ainda preciso manter a esperança.

Algumas vezes, taciturno, vejo meus colegas perdendo a esperança. Vou ao submundo dos desvairados e procuro explicações.

Afogo-me nas ilusões acreditando em qualquer gravata de qualquer paletó.

Sem perceber, a esquerda que eu acreditava se confunde com a direita. Que droga!

Marx morreu rico vendendo livros. Capitalista? Que droga! Que…  droga!

Não acredito em mais nada!

Tenho parado de discutir religião para não me tornar ateu. Louco sou eu, louco és tu que acreditas em mim. Não há que se falar no sobrenatural.

Estou perdendo a razão…

Questiono, aceito. Depois questiono… não aceito, não creio.

Quanto mais penso que sei, mais sofro.

E quanto mais vejo, mais meus olhos queimam

VANRAZ

ESCRITO EM 2001